A arte da Imperfeição

Por Andrea Lopes

Gostaria de compartilhar com vocês algumas idéias de Brené Brown autora do livro “A coragem de ser imperfeito”, li recentemente e achei muito interessante,  as diferenças apontadas por ela entre as pessoas plenas e as não plenas.

A autora conta de forma bem humorada como ocorreu o choque de descobrir que sua vida se encaixava perfeitamente na descrição de pessoas “não-plenas” e o que fez para buscar ajuda e superar a sensação de desespero. Brené, em cada capítulo, dá sugestões de estratégias práticas para evitar a agressão e a auto-piedade em nós mesmos, baseada em depoimentos que ela compilou através de uma extensa pesquisa com pessoas plenas.

Mas afinal, o que as pessoas plenas fazem de diferente? A que elas dão valor?  Quais são suas maiores preocupações e como as resolvem ou enfrentam?

A pesquisa da autora fez surgir 10 pontos recorrentes na vida de pessoas plenas, e vejam só, todos eles relacionados aos fundamentos da autoestima.

São eles:

1) O Cultivo da Autenticidade – É basicamente deixar de ser quem devemos ser,  para sermos quem somos. Tem a ver com  viver serenamente naquele que é o seu espaço.

2) O Cultivo da Auto-Compaixão – É o abandono do  perfeccionismo através da prática da gentileza com a gente mesmo.

3) O Cultivo da Resiliência – É a capacidade de superar adversidades e sentir profundamente todos os sentimentos, mesmo os ruins.

4) O Cultivo da Gratidão e Alegria –  O importante desse capítulo é a relação que a autora faz entre a prática de gratidão e a alegria. Segundo ela, a prática da gratidão é o meio pelo qual alcançamos a alegria.

5) O Cultivo da Intuição e Fé –  O problema aqui é que cada vez mais vivemos em um mundo onde queremos certeza e a intuição não é valorizada. Já a fé é definido pelas pessoas plenas como: “Um lugar misterioso, onde encontramos coragem para acreditar no que não podemos ver e  força para abandonar nosso medo da incerteza”.

6) O Cultivo da Criatividade – Cultivar a criatividade é criar. Seja uma nova receita, escrever, pintar ou  montar um look.

7) O Cultivo de Brincadeiras e Descanso; brincar aqui, tem a conotação de fazer algo que não tenha um objetivo específico, descontrair, não se preocupar só com o resultado. Nossa sociedade valoriza tanto a produtividade que muitas vezes não temos tempo de fazer coisas como brincar e descansar. Pessoas plenas sabem a hora de impor limites às cobranças da sociedade.

8) O Cultivo da Calma e Tranquilidade – Cultivar calma e tranquilidade significa viver sem tornar a ansiedade um estilo de vida. Não é negar a ansiedade, e sim entender que calma e tranquilidade são aspectos que podem ser treinados.

9) O Cultivo do Trabalho Significativo – Cultivar um trabalho significativo aqui e traduzido como ter uma meta, trabalhar para alcançá-la e se sentir bem por isso. Pessoas plenas conseguem observar a importância do que fazem e a complexidade de si próprias, que jamais poderia ser reduzida a uma simples profissão.

10) O Cultivo do Riso, Música e Dança – Este capítulo pode ser resumido em uma frase: abrir mão do controle.  Riso, música e dança são, normalmente,  atividades profundamente sociais e tem o poder de nos reconectar com os outros.

Acredito que ela consegui passar seus conceitos de uma forma clara e objetiva, ferramentas para serem aplicadas no dia a dia. Assim, aperfeiçoando nossa autoestima e  trabalhando nossas habilidades comportamentais,  fica mais fácil de embarcarmos  nesta jornada pela busca da plenitude!

 arte da imperfeicao

Para mais informações sobre a autora:
www.andrealopescoach.com.br

Foto: Flickr - Joseba Barrenetxea